As luzes começam a brotar pela cidade. Coloridas, de uma cor só, piscantes. Anunciam que o natal está chegando, que o ano está acabando. Anunciam na minha memória a lembrança dessa época estranha do ano passado.
Lembro das luzes, lembro de alguns amigos longe, de sentir algo menos vazio que agora.
Vazio que busca ser preenchido de qualquer maneira mesmo que desastrada.
Vazio de presente que ganho do papai noel quando lembro que ele existe e veste vermelho quentinho num país tropical. Velho filho batuta. Natal, não era nele que eu estava pensando antes de lembrar do comercial da coca-cola. VOLTEMOS.
Falava das luzes que piscam na memória. Sinto saudade. De repente parece que tudo pára e há uma quebra no tempo em que me acomodo na lembrança pra matar essa saudade. Saudade camuflada, reprimida, retorcida, guardadinha, sequestrada. Não posso ve-la, ela é apaixonante, e não quero me apaixonar agora.
Ela tem corpo de mulher, beijo de mulher, sexo de mulher, desejo de mulher...mas tem medo, que não é de nenhuma mulher que conheço.
Sinto saudade. Tenho ansiedade. Falta intensidade. De novo e de novo e de novo. Até quando?
Busca eterna, racional fraco, teimosia em sentimento.
Berrei que " pouco eu não queria mais" aos quatro ventos e à chuva. Agora eu ouço Cazuza, amor da minha vida.
E cadê a intensidade?
Invente um amor!
Amor, dá a minha vida?
E agora? De quem você vai cobrar a paixão e um chocolate?
Agiota dos sentimentos de quem você vai ser?
Pra mim é tudo e só ando tendo o nunca mais.
Agora me diz, pra que tanta luz, se o brilho é todo falso?
3 comentários:
Você é uma puta escritora!
Faz tempo q não digo q te amo.
E vc estava linda sabado.
Quem é que me chama de puta e vai embora? haha
Obrigada Melzinha!
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