terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Seção diário: 2010

O fim do ano me deixa estranhamente supersticiosa. Esperançosa. Fico tentanto achar alguma lógica de mudança no fim do ciclo da terra em volta do Sol. É bem bonito de se imaginar. Dia 1º a gente estará no em frente ao mesmo lugarzinho do sol que a um ano. E daí?
É o sol da mente que tem que girar. Vou fazer uma ciranda nos meus pensamentos. Apesar de ser ruim, cansar, dar preguiça e tudo mais,  serve de algo. Ou não serve de nada mas mata o tédio das noites sozinhas de vinho.
O acaso é muito estranho, muito mesmo. Ele te pega na curva, na esquina, no beco. Te traz um abismo de escolhas que não podem ser tomadas. Parece que o meu acaso é amigo de outros acasos, e todos eles se juntam contra nós.
Sinto falta dos meus amigos verdadeiros. Sei de três. Tinha quatro. Me dói perder um deles assim. É ruim a sensação de não saber em quem confiar, daí confio intuitivamente. Sempre deu certo, às vezes dá errado.
E mais triste ainda é ver amigos separados. Meus melhores amigos separados. Dói demais saber que se todos estiverem juntos, não haverá mais tanto amor.
Foi o acaso que se juntou contra nós, mais uma vez.
Eu vivo tentando adivinhar como as pessoas são, como elas agem, pior é acertar direto, tudo é previsível. Não me surpreendo mais. Com minha vida também é assim. Talvez seja bom achar tudo previsível por não esperar mais. Vez ou outra eu ganho presentes do acaso. mas mesmo assim ele é filho da puta demais.
É estranho ouvir uma música e sentir uma saudade proibida, uma música que não se ouve nas rádios. só no meu velho CD, e não sei mais aonde. Rs
És tu, vida!

Pra todo mundo: meu votos pro novo ano é muito amor, muito muito amor e paz. Resolver os problemas é bem mais fácil quando se tem amor e a mente limpa pra paz. Não importa amor a que ou a quem, só precisa ser tudo de verdade.
Verdade em 2010 pra vocês, paz e amor!

Por hora, conto pra ver o mar.




Os The Darma Lóvers - Peixes


Peixes são iguais a pássaros
Só que cantam sem ruído/som que não vai ser ouvido
Voam águias pelas águas
Nadadeiras como asas que deslizam entre nuvens
Nós vivemos como peixes :
Com a voz que em nós calamos ,
com essa paz que não achamos...
peixes pássaros pessoas
nos aquários ,nas gaiolas
pelas salas e sacadas
afogados no destino
de morrer como decoração das casas
Nós morremos como peixes
O amor que não vivemos
Satisfeitos mais ou menos
Todas iscas que mordemos
Os anzóis atravessados , nossos gritos abafados ...

2 comentários:

Line disse...

Este ano, perdi meu melhor amigo, perdi-o aos poucos... Como diz Caio Fernando Abreu, o amor não resiste a tudo... E sim, o acaso é filho da puta demais!

Ao menos a verdade, mesmo dura, torna-se o melhor alicerce pra recomeçarmos.

Um brinde às saudades proibidas!



P.S.: Adoro essa música!!!

Line disse...

Bah, me identifiquei muito contigo mesmo... Coisas boas do acaso ^^