sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Palpito

Puta que pariu. De novo. Quando acaba? Ou quem sabe, um começo? Seria agradável.


Porque a madrugada, logo depois das três, dá enjôos e vontade de fumar. Ao mesmo tempo.

Sempre o arrepio do primeiro trago. Me traz de volta. Me traga. Solta.

Amor. Música. Drogas. E depois: solta. Prende, e solta. Tosse, escarra, beija.

É o ridículo de ser. Ou não, mas é.

Tudo vai se roendo. Tudo fica menor e os anos passam.

Os objetos sempre em sua própria anarquia. Não se deixam ser controlados e ficam pelo chão. Sempre meio chão, meio céu. Meio sem gravidade. Até quando: ...resposta...

As paredes no mesmo lugar. Os cabelos pelo piso, as portas meio abertas, o vento pela janela. Tudo meio agudo. Tudo meio.

Previsível. Como conviver com o previsível mais inteiro: ...resposta...

A dor do ridículo, grilhão. Corta, sangra, corre.

Recupera o fôlego. E tudo de novo.

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