segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um par de infância

Meus joelhos choram feito criança. Que se surpreende ao ver a carne. Que sonha, que dança, que ri, e que chora porque não quer dormir. Quer brincar porque pra ela a noite não tem fim, e não se precisa dormir pra brincar de dia. Pra ela só existe um dia pra brincar, que é aquele minuto, eternamente aquela hora feita de minutos e segundos eternos. E de tanta eternidade brincante, a criança desaba de sono, pra acordar de dia e fazer tudo de novo.
Meus joelhos sangram como há muito. Bom recordar como é ter os joelhos ralados e sangrentos. E depois ainda vem o prazer de tirar a casquinha e ter uma cicatriz pra lembrar do dia.
Dói e sangra, mas dá pra ver a carne.

Um comentário:

Flávio Umaguma disse...

=)